Não é novidade a informação que o ponto crítico em todos os sistemas de segurança são as pessoas, mas o que é atual é que não se precisa mais fuçar o lixo de uma pessoa para descobrir informações importantes… agora temos o Orkut, Facebook, LinkedIn, MySpace, Twitter, e mais algum que eu possa ter esquecido!
Com isso surge novamente a questão de como proceder para evitar quebras de segurança nas empresas, e o assunto de direitos dos empregados quanto a terem suas ações monitoradas volta a ser questão de debates.
Minha consideração sobre o assunto é de que os recursos de tecnologia das empresas são para uso exclusivo de atividades pertinentes ao trabalho, e assim sendo o monitoramento e bloqueio a sites desnecessários deve ser uma prática regularizada e formalmente aceita pelos colaboradores.
A nova onda de problemas agora está no direito das empresas em monitorar o que os colaboradores fazem fora deste ambiente, acessando e postando informações no conforto de suas casas, mas que podem interferir na segurança pessoal e até mesmo profissional.
O Presidente dos EUA exigiu poder continuar a usar a sua tecnologia e isso fez com que o serviço secreto corresse para estabelecer protocolos de segurança para permitir esse “luxo” – já imaginou alguém ter acesso a alguma informação realmente sigilosa deste senhor?!?!?
Seguindo este exemplo, algumas recomendações:
- Buscar as tecnologias mais atualizadas de proteção de informação (antivírus, firewall, etc…);
- Para os colaboradores que devem, ou podem, trabalhar em suas casas se faz necessário prover os mesmos de estrutura que seja independente da que ele possa querer usar para lazer, ou seja, fornecer um micro ou notebook que seja para uso exclusivo de trabalho (se ele quiser lazer que compre um pessoal para isso). Neste caso o equipamento terá todas as proteções e ferramentas e regras de monitoramento tal qual estivesse na empresa;
- O mais importante: Constantemente divulgar e conscientizar os colaboradores da importância da segurança e dos perigos das informações “soltas”.
Até que tenhamos outras ferramentas mais inteligentes que as atuais para proteção (e que deverão ser ainda mais inteligentes que os “maus elementos”) o importante é educar, afinal de contas nossos pais sempre diziam “Não fale com estranhos na rua”, agora deve ser: “Não fale com estranhos na rua, ou na internet!”.
A gestão estratégica e administrativa das empresas deve considerar os problemas de segurança envolvidos em todo os seus procedimentos, e a experiência da GHERPELLI Consultoria e da SANNA Consultoria Empresarial poderão assessorar a minimizar estes problemas. Mantenha-se atualizado visitando o Blog da GHERPELLI, assim como o Blog da SANNA, ou fazendo um contato conosco pelos nossos sites.
A seguir um artigo publicado pela IDG Now! sobre o temos das empresas quanto a esse assunto.
Sophos: 63% das empresas temem o roubo de dados em redes sociais
Por Redação do IDG Now! - Publicada em 22 de julho de 2009
Em média, 50% das empresas bloqueiam acesso às redes sociais. Mais de 21% delas afirmam já terem recebido códigos maliciosos por meio do perfil.
Os cibercriminosos cada vez mais atacam redes sociais, de acordo com estudo da empresa de segurança Sophos divulgado nesta quarta-feira (22/7). Por isso, 63% das empresas se preocupam com as informações pessoais que seus funcionários compartilham online.
Em média, 50% das empresas bloqueiam o acesso às redes sociais analisadas – Facebook, LinkedIn, MySpace e Twitter. A segunda maior preocupação em relação aos sites é a perda de produtividade durante o expediente.
O levantamento mostra que 21% dos usuários já foram vítimas de tentativas de golpes em redes sociais, enquanto 21,2% já receberam códigos maliciosos por seus perfis.
A Sophos identificou, em junho deste ano, 22,5 milhões de pragas na internet, o dobro do número somado no mesmo período de 2008. O país que mais tem malwares é os Estados Unidos, com 36,9% do total.
Diariamente, foram descobertos no mês cerca de 6.500 sites relacionados a spams, o que significa uma nova página falsa a cada 13 segundos. O número é quase o dobro em relação a 2008. Além disso, 89,7% de todos os e-mails recebidos pelas empresas são mensagens não desejadas – spams.
O estudo "The Security Threat Report" também destacou a explosão de programas antivírus falsos na rede. Segundo a Sophos, cerca de 15 sites em junho ofereceram esses tipos de softwares maliciosos todos os dias, o triplo em comparação com o mesmo mês do ano passado.
A pesquisa se baseia em análises dentro da rede da Sophos, composta por 100 milhões de usuários em cerca de 150 países.
Fonte: IDG Now! - Segurança